quarta-feira, 5 de outubro de 2011

ê Bons tempos...

Com essa história de mudar a foto do perfil no facebook  por mais que a ideia de contra a violência infantil, que é claro que todos nós somos contra, a diversão e o colorido tomou conta de toda rede social e isso faz com que aquele´ótimo clima de nostalgia apareça, rs, e que o bom humor tome conta de muita figura por aí..
Comecei a  lembrar de várias coisas que eu fazia, vários programas que assitia que hoje em dia foram totalmente esquecidos... Quando criança, ninguém tinha obrigação de muitas coisas, mas sempre achávamos que tinhamos, rs, seus pais resolviam todos os problemas para você e você nem se dava conta, rs, você não reclamava dos seus pais, não os chingava, não falava palavrão (ai que pessoa desbocada que você é agora, haha) e ainda por cima, comia tudo que eles te mandavam SÓ para poder voltar a brincar em paz, HAHA, seu quarto ficava de cabeça pra baixo e as pessoas riam disso porque você estava se divertindo a horas e muitas vezes até sozinho... Achava o máximo atravessar as ruas "perigosas" sem que sua mãe, ou qualquer outra pessoa, precisasse segurar sua mão e fazia isso com a intenção de comprar kinder ovo POR UM REAL, ou se encher de balas, comprar aquele pirulitinho que tinha um açúcar legal, rs, colecionava moedas de um centavo e gastava toda sua mesada com coisas inúteis, colecionava os tazos, os brinquedinhos do kinder ovo e ainda tinha seu próprio album de figurinhas COMPLETO, sem precisar pedir ajuda pra revistinhas ou comprar figurinhas abertas no centro da cidade, rs e a variedade de albuns era enooooorme, todas as férias você pedia pra comprar aquele "almanacão da turma da mônica" que tinha vááários joguinhos pra fazer, lia a revistinha "recreio", não tinha vergonha de nada! Passávamos horas vendo Tv, mas trocaria fácil por uma brincadeira no quintal, via todos os desenhos possíveis, e os melhores desenhos que já passaram, tinha a Priscila, o Bob, os Banans de pijamas, o pikachu e os pokemons, rs, dragon ball, Cavaleiros do Zodíaco, Power Rangers e muuuuuitos outros, Você via Chiquititas, Tv Cruj, Fantasia, Bom dia & cia com a Eliana e o Melocoton, A malhação tinha o Cabeção e o ogromóvel. Cara, você tinha um tamagotchi e cuidava seriamente daquilo, quantas vezes você matou o seu bichinho e reinicou o joguinho? hahaha. Falando em jogo, e aquele ultra video game de fitinha que você sempre tinha que tirar a fita e assoprar? Ia à locadora alugar as fitas do jogo ou um filme qualquer, gravava as coisas em VHS, via milhões de vezes o mesmo filme (comigo era o "Rei Leão e eu sempre chamava alguém na hora que o pai morria, pra não assistir sozinha :$), Lembra do Mario? Não esse do armário, o que tinha que salvar a princesa. Você dançava na boquinha da garrafa e as músicas do "É o Tchan" sem maldade nenhuma na cabeça, fazia aquelas coreografias e nem ligava pra nada, pras meninas sempre tinham as fantasias das Sheilas (ou da Carla Perez, antes da "nova loira do Tchan", rs) e pros meninos tinha a fantasia do jacaré, caso você não quisesse ser um power ranger ou sair de bate bola, Ser bate-bola não era um perigo, era uma diversão... Existia o Claudinho & Bochecha, Pepê & Neném, Leandro e Leonardo... Os teênis de luzinha eram febre e todo mundo tinha um par.. A xuxa descia da nave e todo mundo mandava o beijinho da xuxa, e claro, todas as meninas queriam um dia ser paquita, a Angélica tinha aquele cabelo cheio e ernooorme.. O frutilly explodia na boca, rs, e você ainda ganhava um palitinho colorido, rs.. Tinha Mamonas Assassinas, P.O. Box com papo de jacaré... Seus namoros eram estar de mão dada e passear assim pela escola, você tinha recreio, não intervalo e sua lancheira era legal e combinava com sua mochila, vcê não ligava pra usar uniforme, ou pra sua aparência, voltava todo sujo pra casa, meninas e meninos  brincavam juntos, e só brincavam.. Você podia trocar de namorado e não era galinha, HAHAHA, você tinha pesadelos e gritavam por seus pais do seu quarto, abria os presentes na frente das pessoas e ainda reclamava se não gostasse, rs não guardava nenhum segredo e falava tudo que viesse a cabeça.. rs, Bem que dizem que as crianças que são verdadeiras, depois você cresceu e virou essa pessoa rabugenta que está agora, HAHAHAHA.

Ah, bom mesmo é ser criança e o pior de tudo é lembrar de como a gente queria que passasse o tempo e fossemos "velhos" logo. Vai um vídeo que peguei no youtube de alguém com muitas outras lembranças:
  

"Ei, mãe, posso voltar a ser criança?"

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A vida é minha e a gente faz dela o que a gente quiser!

A vida é minha e a gente faz dela o que a gente quiser
Depois de passar praticamente dois dias inteiros pensando sobre o quê escrever, cheguei à conclusão de que falar sobre a incrível pessoa que eu sou e sobre a minha facilidade em fazer o que eu quero seria a melhor saída. Então vamos nessa. Vou começar por algo que realmente chama a atenção em mim: as minhas piadas.
Eu sei que minhas piadas são muito sem graças. Sei que algumas pessoas sentem vergonha por mim devido à tantas baboseiras que eu falo. Sei que às vezes eu até exagero nos trocadilhos, sendo até um pouco chato. Não posso afirmar, mas sei que meu sarcasmo incomoda de vez em quando, mas ninguém até agora reclamou, o que torna esse meu sarcasmo positivamente inconveniente. Mas em geral, meu bom humor chama a atenção.
Meu bom humor chama a atenção por que eu sou uma pessoa feliz. Não tenho muitos motivos para ser infeliz, um cara estressado, que fica pondo o dedo na cara de todo mundo. Não tenho motivos para ser rabugento. Aliás, não tenho motivos, ponto.
De bem com a vida, toco o terror seja aonde for e ai de quem queira empatar a minha felicidade. Se eu quiser entrar numa piscina de noite, eu vou entrar. Se eu pensar em nadar no asfalto, eu vou nadar. Se eu sem querer correr o risco de não voltar pro meu país em pleno início de noite num lugar completamente diferente e desconhecido e que eu não consiga nem me comunicar direito, é um problema meu. Se por um acaso eu quiser comprar briga com um bandinho de galegos metidos e pseudointelectuais metidos a cult, o faço felizão. Se for da minha vontade jogar Uno durante 5 horas seguidas e terminar rindo de Tropa de Elite, me deixa. Se for pra estar em 5 lugares diferentes no mesmo dia, quase ao mesmo tempo, não duvide de mim. Se de repente eu estiver na praia tocando violão num frio de matar e eu quiser continuar ali, dali não saio, dali ninguém me tira. E ora bolas, se eu quiser comemorar o décimo sexto gol do meu time numa goleada histórica, deixa eu ser feliz! E se eu quiser jogar 5 horas seguidas de sinuca, o máximo que vou ter que agüentar depois é o cheiro dos cigarros alheios impregnados na minha roupa. Se for da minha vontade descer o escorrega varado pra cantar uma música no karaoke, isso de algum jeito vai ser inesquecível. E se for pra ficar horas em pé, esperando um show começar, com biscoito na bolsa e na boca, eu to dentro, até porque isso é o que é. Se eu quiser perder a linha numa festa num fundo de garagem, mermão, sai da frente! Não paro nem se o alarme tocar! Se for pra cantar ALTO E EM BOM TOM no grêmio da minha faculdade, os incomodados que se mudem. E se a boa é partir pra lanchonete da esquina ou pra casa da amiguinha pra ter uma boa noite em pleno sábado pra assistir um bom (ou não) filme, já é, que assim seja. E quer me levar pra plena Quinta da Boa Vista pra ver nêgo passando a mão no chão e depois na cara, beleza. Ah, sim! Ajudar a preparar uma festa surpresa? Com molde pra encher bola e tudo. E me deixa chegar atrasado nos lugares, não tem problema. Mas não se esqueçam de tirar foto minha dormindo na aula. E me deixa ser feliz e assistir filmes que me lembrem a minha infância, isso não vai matar a ninguém. E me lembre de nunca sentar perto de crianças numa sessão de filme infantil, ainda mais quando elas estiverem com uma câmera fotográfica nas mãos. E ó, brincar de pique-bandeira no pátio do colégio ta valendo. Tá valendo também ficar 25 horas dentro de um ônibus, quase passando frio e quase passando fome. Vale deitar no meio da rua. Vale esperar o enviado chegar, se emocionar com ele e estar com ele ao lado. Valeu cantar “Papo de Jacaré” na madrugada, vale comentar sobre os clipes bregas e engraçados que estão passando às 3 da matina. Vale até cantar músicas natalinas sem segundas intenções – e depois ver que as coisas passaram da quadragésima intenção. Vale discutir se a luz faz ou não uma curva. Vale discutir e discutir e discutir sobre os Assassinos e sobre a sociedade em geral. Vale improvisar uma cuba libre espertíssima e depois caber debaixo do queixo de todo mundo. Vale passar horas no telefone discutindo sobre idéias que definitivamente não vão mudar. Vale dar esporro – e esporro eu darei.
Vale tudo. Vale o que for (sem pensamentos jocosos). Se eu quiser fazer qualquer uma dessas coisas que podem parecer absurdas, eu vou fazer. E vou fazer AMARRADAÇO! Vou fazer porque eu tenho algumas várias identidades. E eu não seria nenhuma dessas identidades se não fosse um bando de pessoas estranhas, divertidas e incrivelmente únicas que são esses meus amigos. Amigos. AMIGOS, porque em CAPS LOCK tem MAIS EMOÇÃO. 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Aos meus.

Outro resolvi pegar a caixinha das lembranças - onde eu guardo as cartinhas que eu já ganhei- milhões de cenas surgiram na minha mente: muitos diálogos e muitas imagens. A única conclusão na qual eu consegui chegar é que eu sempre tive os melhores amigos possíveis e existentes. 
Amigos que eu sempre pude contar. Amigos de um dia, amigos de fila, amigos de msn, amigos de ontem, amigos de hoje e os amigos de amanhã. Os meus sempre foram, e sempre serão os melhores que existem. São meus, são sinceros, estão comigo quando eu preciso deles e faço questão de estar com eles quando eles precisam de mim.
O tempo passa e muitas vezes alguns se perdem pelo caminho, hoje, muitos deles eu não vejo mais e ainda tem uns que muito amigos foram, mas quepor algum motivo deixaram de ser. Mas para todos, o que fica, o que resta é a lembrança do abraço, do sorriso, do carinho, só os bons momentos são guardados e esses é que permanecerão.
A vocês, meus amigos da vida toda, fica a saudade, as letras deixadas em papéis, as fotos, a certeza de que eu sempre estarei aqui se precisar e, é claro, o meu mais que devido OBRIGADA: por fazerem dos meus dias o melhor que poderia ser, por me fazer sorrir, por secar minhas lágrimas, por serem sinceros, por estenderem a mão para mim, por serem reais,  por existirem em minha vida e por deixarem que eu exista na vida de vocês
Eu amo, de verdade, vocês, meus amigos. sz'

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Um final feliz

Era uma vez reino próspero. Perto desse reino havia uma torre. Uma torre não muito alta, porém muito forte, com fundações bem estruturadas e muito bonita. A torre tinha apenas uma entrada; logo, tinha também apenas uma saída. E em frente a essa portal, havia um homem. Um homem não muito alto, não muito assustador, nem musculoso ele era. Era um homem simples, do tipo que mais se vê em qualquer vila da cidade.
Mas havia algo que intrigava a todos os camponeses. Ninguém sabia dizer o porquê de aquele homem passar dias e noites incessantes em frente àquela torre. Mal comia, mal bebia, mal dormia: ele apenas ficava em frente à torre fazendo vigília. Uns diziam que havia um tesouro, que havia algo com um valor inestimável. Arriscaram a dizer que a torre guardava uma feitiço, e que o homem havia sido enfeitiçado por ela, e por isso estava sempre ali, como um tipo de castigo. Diziam de tudo. Achavam tudo. Especulavam as mais insólitas hipóteses. Não sabiam de nada.
Até que num belo dia, o Rei não conseguiu mais conviver com a dúvida na cabeça, ele estava decidido a descobrir o que aquela torre tão bela guardava. Ele tinha que saber a verdade sobre aquela vigília incessante. Ele queria saber o real valor de todo aquele sacrifício. Então, o Rei mandou alguns de seus soldados irem até o homem e pedir para que ele os deixasse entrar e averiguar a torre. Quando lá chegaram, eles trataram o homem com uma grosseria sobre-humana, insana e estúpida. O homem não cedeu. Os soldados o atacaram; o homem, que mostrou habilidade de sobra, lutou contra os soldados e os derrotou.
O Rei, chocado com a notícia da derrota de seus soldados, enviou seu mais bravo guarda, com cães de caça famintos. E ao chegarem lá, o homem estava preparado, firme, com olhar digno de respeito. Mais uma vez, houve confronto. Um confronto mais longo, mas sem mortes, tal como o outro. Mais um confronto vencido pelo homem.
O Rei já não entendia mais como um simples homem, humilde e singular como aquele, havia derrotado seu mais bravo guarda e seus cães, seus soldados. Daí que veio a ideia de mandar mais soldados, mais guardas. Inúmeros deles. Um ato de ira, de instinto, de obsessão. O Rei, dessa vez, decidiu ver a batalha, seguro de que veria o sangue daquele homem escorrendo perto do portal da torre. Depois de algumas horas de batalha, muitos homens abatidos, muitos outros assustados que nem ousaram enfrentar o incrível homem. Era como se fossem os 300 espartanos em apenas uma pessoa. A essa altura, o homem estava mais fraco, mais frágil; mas ainda assim, ele estava preparado para o que tivesse que acontecer. O Rei resolveu se aproximar e, ao perceber que o homem estava sem armas, sem espadas, apenas a próprio punho, parou. Parou e ali ficou minutos, pensando. Pensando em como aquele homem defendeu a torre apenas com os braços, pernas, mãos. Pensando ainda em qual o valor daquilo que estava na torre. O Rei, então, se aproximou do homem e o ofereceu muitas riquezas para defender o reino. Ouro, mulheres, jóias, terras; poder. O homem, com todo respeito e humildade, negou a todas as ofertas. O homem notou a expressão de frustração do Rei e fez questão de retribuir o gesto, com uma expressão mais intensa e mais significativa. O homem estava decidido, nada o faria mudar de opinião. O Rei percebeu que sua obsessão era grande, mas menor que seu medo; percebeu ainda que seu medo era enorme, mas era infinitamente menor que a determinação do simples homem. Nada era maior que isso.

O Rei saiu dali raivoso.

O Rei nunca mais voltou àquele lugar, nem mais enviou servos para enfrentar o homem.

A verdade? A verdade é que havia sim um tesouro, havia sim algo com um valor inestimável. Havia um feitiço e sim, ele estava enfeitiçado. Ele vivia um tipo de castigo, arrisco até a dizer quer um sacrifício. E digo mais ainda: a felicidade dele era viver assim e de nenhum outro jeito.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O nosso Muito Obrigado!

Nunca utilizei desse espaço falando do meu time, porém, hoje, é mais hoje algo mais forte me faz escrever sobre o meu fluminense, ou melhor, sobre o Conca.


 O melhor jogador do brasileirão de 2010, o ÚNICO a jogar todas as partidas de um brasileirão longo e cansativo. O Conca não é um simples jogador, ele é o exemplo pra qualquer outro. Ele não se enconde, mesmo com seus humildes 1,67 de altura, chama o jogo pra ele, não foge da marcação, ele é o jogo.
Sem o Conca, o Fluminense não é mais o Fluminense que eu gosto de ver, com aquele pequenininho no meio do campo, distribuindo o jogo e fazendo o time jogar. O resto do time tem que se adequar ao seu estilo de jogo, o que não é lá tão difícil.
Sim, eu vi Ronaldo, Cafu, Lucio, Rivaldo, R. Gaúcho, Thiago Neves jogarem e outros jogadores que provavelmente eu nem me lembre mais o nome, por mais que em posições diferentes, nenhum jogador nunca me "chamou" tanta atenção quanto o Conca. Talvez um dos poucos argentinos que eu realmente admiro.


Não, o Fluminense não será mais o mesmo sem o melhor jogador do time. Posso até dizer que ele não teve seu devido valor no time. De tudo que joga, ganhava menos do que outros jogadores que se participaram de 3 partidas no brasileirão passado foi muito. Que consideração, ein Fluminense?! A pessoa que levou o título nas costas (sem tirar o mérito do Muricy) e por todas as outras partidas: O que seria do Fluminense na Libertadores de 2008 sem o Conca? Eu vi o primeiro gol dele pelo Fluminense, no dia 1º de Março contra o Cabofriense no Maracanã, eu estava lá *-*.
Eu, e toda a torcida tricolor, só temos a agradecer por esse maravilhoso jogador que recebeu uma proposta muito merecida. Que tudo dê certo pra ele por lá, e que daqui a dois anos ele possa voltar a vestir a caisa verde, branca e grená e nos devolver a alegria que ele sempre nos deu.


 Obrigada, Darío Leonardo Conca, por todos os 152 jogos pelo nosso Fluminense, pelos 23 gols e pelas brilhantes jogadas e por todas as assistências. Te esperamos de volta em 2013, se o mundo não acabar em 2012.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

É simples, mas é complicado.


Fico pensando as vezes na dimensão que um simples amor pode tomar.
"Perae, mas se é amor, não é simples", quem disse isso estava completamente enganado, amar é tão simples como respirar e tão necessário quanto. Você não vive sem respirar, muitoo menos sem amor, seja por amigos, família, por si mesmo, marido/esposa, namorado/namorada, ou só aquela pessoa que você admira. Sentimento não precisa de explicação, não se mede, não se obriga. Amor se transforma, sentimentos se transformam.
A simplicidade se torna a chave fundamental pra realização desse amor, o companheirismo, o cultivo daquilo que lhe faz bem. Um simples amor, não se acaba porque se deixou de ver, ele dura pra sempre, nunca da mesma maneira, mas é sempre amor.
Vivemos em um  mundo onde tudo isso se banaliza e que uma pessoa que você conheceu ontem já é chamada de "meu amor". Amor se constrói, se cria, se cuida e se cultiva, diferente da afinidade que te aproxima de outra pessoa pelas coisas em comum ou por uma sensação boa que ela lhe passe.Se eu te conheci agora, não vai ser daqui a dois minutos que você será minha amiga(o) de infância, claro que se pararmos para conversar, talvez vejamos que há uma afinidade, mas não é de uma hora para outra, houve, nesse caso uma conversa e um entendimento.
Sim, acredito que haja pessoas onde a afinidade dá-se só em bater o olho, mas isso saãoraras ocasiões. Geralmente, ao se deparar com uma pessoa, tem-se milhões de pensamentos sobre tal, milhares de conclusões, na grande maioria erradas, sobre a pessoa.
O grande problema nisso tudo, na minha humilde opinião, é que pessoas confiam a proópria vida em alguém que nunca tinha visto e isso pode ser um risco, porque as pessoas mudam com frequência e sem aviso prévio. Se uma pessoa que eu conheço a muito tempo, ao me rever já me acha diferente, imagina uma pessoa que você conheceu ontem?

sábado, 12 de março de 2011

Viajar 8)

Viajar, férias, deixar os problemas de lado por pelo menos uma semana e esquecer do mundo todo. É tudo que todo mundo quer em algumas situações. Problemas tão pequenos parecem ser tãão complicados que não sabemos como reagir.
As vezes é preciso deixar a poeira baixar para depois tocar no assunto e nunca sabemos qual é a hora certa de voltar a falar sobre o que nos incomoda ou incomodou no passado. Maágoas vêm a tona quando uma reação ruim e não esperada acontece.Ou Lembranças boas transparecem só de avistar uma pessoa, rs.
Sumirei, por apenas uma semana, deixar que os rios voltem ao seu percurso natural, e depois, se for possível, tentar me encaixar às novas orientações e à nova vida que está por vir.
Sou humana, como todos os outros e tenho minhas limitações, preciso relaxar e reaprender algumas coisas que se perderam pelo caminho.
Já prometi tanto que voltaria, que nem sei o que eu faço se eu quiser ficar por lá, rs.
"Vamos só deixar rolar.". E é isso, bom restinho de "férias", pessoal. :*

terça-feira, 8 de março de 2011

John Mayer - Wheel

People have the right to fly
And will when it gets compromised
Their hearts say "Move along"
Their minds say "Gotcha heart
Let's move it along
Let's move it along"

And airports
See it all the time
With someone's last goodbye
Blends in with someone's sigh
Cause someone's coming home
In hand a single rose

And that's the way this wheel keeps working now
That's the way this wheel keeps working now
And I won't be the last
No I won't be the last,
To love her

You can't build a house of leaves
And live like it's an evergreen
It's just a season thing
It's just this thing that seasons do

And that's the way this wheel keeps working now
That's the way this wheel keeps working now
And you won't be the first
No you won't be the first
To love me

You can find me, if you ever want again
I'll be around the bend
I'll be around the bend
I'll be around,
I'll be around

And if you never stop when you wave goodbye
You just might find if you give it time you will wave hello again
You just might wave hello again

And that's the way this wheel keeps working now
That's the way this wheel keeps working now

You can't love too much, one part of it
You can't love too much, one part of it

I believe that my life's gonna see
The love I give return to me

sexta-feira, 4 de março de 2011

Maldito Futuro do Pretérito!

Esta budega de tempo verbal que atola e ferra (pra não usar outra palavra) qualquer sentimento. Uma droga de tempo verbal que só levanta hipóteses, suposições e nunca apresenta nada concreto. Uma pedra no meio do caminho de quem quer ir e é obrigado a ficar com o queria ir. Um veneno que torna tudo muito passivo e permissivo. E também o culpado de muitas notas vermelhas em português, óbvio. O futuro do pretérito é definitivamente um câncer na nossa vida.

Queria conhecer alguém que gostasse de mim, queria que ela falasse de mim, queria até que ela curtisse as músicas que eu gosto, queria que ela desse uma chance pra mim, queria rir e chorar com ela, queria sentir cada palavra dela, queria que todos os seus desejos se realizassem, queria que fôssemos protagonistas de poesias e filmes românticos, queria rir de suas caras, queria ser carinho e servir de consolo, queria que tudo no mundo se resumisse a três palavras. Queria...

Queria poder não gostar. Queria estar isento desse sentimento pequeno o suficiente pra caber no peito e forte o suficiente pra surtir efeito na mente. Queria não ter coração pra bater acelerado em cada palavra dita por ela. Queria que às vezes ela não parecesse um anjo. Queria também que ela não parecesse uma garotinha na maioria das vezes. Na verdade (não que o resto seja mentira), queria poder ver cada candidata apenas como uma bola de festa, ou seja, uma no meio de várias, e que eu posso pegar, brincar e depois estourar quando quisesse. Queria poder não ficar arrasado a cada decepção. Queria não poder ficar sozinho na chuva, de pé e esperando. Queria ser o outro. Queria não querer pensar em ser o outro. Queria ser um mártir para todos aqueles que têm pra si os mesmo desejos que eu. Queria.


But she's the that girl does yoga.



"And the day it ends
And there's no need for me"

Damien Rice - Dogs

domingo, 27 de fevereiro de 2011

É que nem suco de caju (Prisma)

Você é uma pessoa normal com emoções reprimidas até que conhece alguém que te desperta um grande interesse. É nesse momento que você deixa de ser uma pessoal normal com emoções reprimidas e passar a ser um idiota com atitudes e emoções... idiotas. E sabe qual é o pior? É que essas atitudes e emoções, por mais idiotas que sejam, são que nem suco de caju: todo mundo gosta.

Ficar vendo as fotos dela faz bem porque você fica com cara de idiota, com sorriso de idiota e pensando coisas igualmente idiotas.
Conversar com ela sobre a influência da crise do capitalismo nos campos de arroz do sudeste da África dá um livro tão bom e agradável quanto Harry Potter: prazer idiota.
Xingar muito no Twitter aquela droga de banda que não fez aquela droga de show perde todo o sentido quando ela aparece dizendo um simples e feliz “olá!”: mudança de humor idiota.
Prestar atenção em cada frase de efeito daquele filme só para impressioná-la é uma opção válida até o momento que você está de frente pra ela e não sabe o que falar: nervosismo idiota.
Encarnar o Bruce Banner, ficar grande, forte, verde e de bermuda roxa e mandar para o quinto dos infernos aquele herege e toda a sua família e animais de estimação por ter insultado à Vossa Pitelência: raivinha idiota.
Ouvir propositalmente as músicas com melodias mais melosas, mais agradáveis, com letras mais bonitinhas e poéticas que você tem na sua audioteca só porque ouvindo essas músicas você lembra dela: gosto musical incrivelmente idiota.
Escrever que quando Deus te desenhou Ele estava namorando na beira do mar do amor: verso estupidamente idiota.
Desenhar cada traço e cada ruga do rosto dela: um dom que se torna idiota.
Achar que ela está com outra pessoa: pessimismo idiota.
Constatar que ela está com outra pessoa [1]: tempo idiota.
Constatar que ela está com outra pessoa [2]: lerdeza idiota.
Achar que jamais haverá outra oportunidade com ela e que nunca mais sentirá por ninguém o que sentiu por ela: depressão idiota.

É aí que você volta a ser uma pessoa normal com emoções reprimidas. E depois que esse processo se repete algumas vezes, algumas vezes com variáveis como “beijo idiota”, “noite idiota” ou até mesmo “fim de tarde na praia idiota” (terminando sempre em “decepção idiota”), você finalmente encontra alguém que é tão idiota quanto você. Aí que você volta a ter todas as atitudes e emoções idiotas.

E aí, você já foi idiota hoje?

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Príncipe? Que nada!

Se eu fosse tentar descrever um desapontamento, minha situação nesse momento seria a perfeita descrição.
Enquanto lágrimas escorrem pela minha face eu tento entender peloo menos uma parte dos meus pensamentos, porque por mais esperado que seja alguma coisa, quando acontece de verdade você é supreendido de tamanha maneira que nenhuma palavra consegue te consolar. E o mais incrível é que exatamente quando essas coisas acontecem as pessoas somem e você perde um abraço amigo. 
Sou assim, sou careta, gosto das mesmas coisas, confio fácil nas pessoas e não espero que elas me desapontem e do nada recebo uma faca enorme pelas costas, não gosto de sentir as coisas assim, tão intensamente, que se me machuco é como cair de um penhasco.

Sim, sou careta sim, sou careta ao ponto de procurar o príncipe encantado, de realmente achar que um dia ele vai chegar, ou de acreditar que essa pessoa pode ser a certa. Meu príncipe não precisa vir num cavalo branco, com os cabelos esvoaçantes e parecendo um Deus Grego, só quero que o MEU príncipe olhe nos meus olhos, diga que me ama e me passe a certeza e a confiança que existe ali. Não busco mais a perfeição, porque eu sinceramente acho que naão a encontrarei, só não quero passar pela incerteza, pela desconfiança, pelos sonhos perdidos e pela sensação de não ter cumprido seu dever.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sabe aqueles dias que tu acorda de ressaca?

É, esses dias, mesmo. Esses dias em que você não se arrepende de nenhuma das coisas feitas no dia anterior; em que cada passo em falso valeu a dor; em que cada dor traz uma lembrança; em que cada lembrança traz um sorriso; em que por trás de cada sorriso haja uma piada; e que cada piada seja eternamente engraçada; e que toda a graça venha daquela pessoa; e que essa pessoa seja especialmente admirável; e que essa admiração se transforme numa bebida avassaladora chamada paixão; e que essa paixão seja recíproca; e que essa reciprocidade faça com que a paixão venha da admiração; e que a admiração seja de você; e que você consiga ter graça; e que essa graça vire piada; e que cada piada a dê um sorriso; e que cada sorriso lhe dê uma lembrança; e que cada lembrança possa ser uma dor; e que cada dor seja por causa de um passo em falso; e que cada passo em falso esteja infinitamente livre de qualquer arrependimento. E depois de terem pensado isso tudo, como uma mágica do magnetismo, vocês pensam exatamente a mesma coisa: “ontem eu me embebedei de felicidade!”.

Sabe aqueles dias que tu acorda de ressaca? Pois é, esse dia pode ser amanhã. Só depende de você.



[Perdão pelo título sensacionalista.]

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Botões

O difícil de tentar descrever o que se sente é que muitas das vezes não se sabe exatamente o que se passa.
Ando tão a flor da pele que meu humor está em constante mudança e varia sem aviso prévio ou mesmo explicação para tal. Aquilo quedeveria ter uma resolução simples, torna-se impossível. As ideias e pensamentos que deveriam transbordar de muitas que são, transformam-se num imenso espaço vazio, onde qualquer agulha que caisse no chão faria um eco absurdo.Tem horas em que tudo se transforma na maior monotinia, por mais divertido que seja/esteja. E é ainda pior, quando em uma situação trágica meus sentimentos resolver viver em pleno ecstasy. 
Acho que quem controla minhas sensações cansou de apertar os mesmos botões e resolveu limpar e testar aqueles que estavam empoeirados. Mas, poxa, podia tentar escolher momentos em que pelo menos as coisas fizessem mais sentido, né, cabecinha?!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Infinitessência

"Que não seja imortal,
posto que é chama,
mas que seja infinito
enquanto dure...”

Tem gente que toma esses quatro versos de Vinícius de Moraes pra si como se fosse uma lei inabalável e indestrutível para a vida, tal como as Leis de Newton são para a Física. Tudo bem que boa parte dos seres que habitam este planeta nem conhece e nem pensa ouvir falar em Vinícius de Moraes, mas se conhecessem esses versos, com certeza concordariam instantaneamente. E quem não concordasse, entenderia, pois não concorda porque amou e se ferrou. Ou então são pessoas frias e calculistas, que não têm coração. Ou são aqueles que procuram uma explicação científica para tudo o que nos cerca, inclusive sentimentos. Mas o que são alguns cientistas malucos com cabelo pra cima no meio de 6 bilhões de pessoas? Ou melhor: o que são alguns cientistas de cabelo pra cima no próprio meio em que vivem? Porque puxa vida!, se eles estão ali é porque eles escolheram isso. E não é qualquer pessoa que destina a sua vida para estudar fenômenos surpreendentemente complexos à toa. Pra chegar ao ponto de cientista, você passa pelo ponto de “sentimento pela ciência”. E é um sentimento inexplicável. Afinal, quem desistiria de Nutrição pra se dedicar à Física?

A verdade é que a gente acaba abrindo mão de muitas coisas que nos são prazerosas para realizar nossos sonhos. Os cientistas abrem mão de vida social pra se dedicar às razões e explicações da vida real. Advogados muitas vezes abrem mão da moral e da ética para fazer um “bom trabalho”. Jogadores de futebol abrem mão de 25% das aulas (geralmente muito mais do que isso) para fazerem a torcida ficar feliz (esse exemplo não é muito feliz, mas eu estou abrindo mão do texto perfeito pra dar ênfase nesse fato que sempre me faz rir). O próprio Vinícius de Moraes abriu mão do casamento no mínimo 8 vezes para enfim encontrar a tão sonhada felicidade eterna! E sabe qual é o pior? Numa hora ou noutra, no começo, meio ou no fim, eles são felizes. Agir com maturidade e abrir mão de determinados nós da linha da vida nos levam ao pote de ouro com mais rapidez e mais facilidade.

Você, caro leitor (ou cara leitora), sabia que dizem que a Lua é parte da Terra que se desprendeu da sua casa quando um meteoro absurdo atingiu o oceano? É, pois é! Mas sendo isso lenda ou fato, a Lua tá lá no céu, branca/amarela/laranja, reinando como rainha do céu, hora em meio do azul do céu, hora em meio de súditas estrelas que todos os astrofísicos, geofísicos e outrosfísicos estudam prazerosamente. Ela está lá em cima, chamando bastante a atenção de todos que a fitam. Está lá em cima sempre servindo de plano de fundo pro amor de diversos casais ficam, que vêm e que vão, sempre assistindo às mais belas e profundas cenas. E pra ela se emocionar desse jeito, ela abriu mão daquilo que lhe deu existência para enfim ter essência.

Então, senhoras e senhores, há horas que temos dores, há bolas de festa e há horrores, há rimas estúpidas que achamos até desnecessárias. Mas se você parar pra perceber, essas rimas, mesmo que muito estranhas, indesejáveis e feias, fazem sentido em algum ponto da nossa vida. E só percebemos isso quando estamos felizes e olhamos pra trás, para todas a pedras que tivemos que pisar, para todos os momentos de crise em que acabamos chorando pela falta dos melhores beijos que alguém poderia nos dar, todas as luas que tivemos que perder. É aí que damos valor à tudo que conquistamos. E você pode ter certeza que quando chegamos nessa etapa em que damos esses últimos passos é quando tudo finalmente deixa de estar escuro e passa a ser azul bebê; deixa de ser sonho passageiro e passa a ser infinito enquanto dura.