Ficar vendo as fotos dela faz bem porque você fica com cara de idiota, com sorriso de idiota e pensando coisas igualmente idiotas.
Conversar com ela sobre a influência da crise do capitalismo nos campos de arroz do sudeste da África dá um livro tão bom e agradável quanto Harry Potter: prazer idiota.
Xingar muito no Twitter aquela droga de banda que não fez aquela droga de show perde todo o sentido quando ela aparece dizendo um simples e feliz “olá!”: mudança de humor idiota.
Prestar atenção em cada frase de efeito daquele filme só para impressioná-la é uma opção válida até o momento que você está de frente pra ela e não sabe o que falar: nervosismo idiota.
Encarnar o Bruce Banner, ficar grande, forte, verde e de bermuda roxa e mandar para o quinto dos infernos aquele herege e toda a sua família e animais de estimação por ter insultado à Vossa Pitelência: raivinha idiota.
Ouvir propositalmente as músicas com melodias mais melosas, mais agradáveis, com letras mais bonitinhas e poéticas que você tem na sua audioteca só porque ouvindo essas músicas você lembra dela: gosto musical incrivelmente idiota.
Escrever que quando Deus te desenhou Ele estava namorando na beira do mar do amor: verso estupidamente idiota.
Desenhar cada traço e cada ruga do rosto dela: um dom que se torna idiota.
Achar que ela está com outra pessoa: pessimismo idiota.
Constatar que ela está com outra pessoa [1]: tempo idiota.
Constatar que ela está com outra pessoa [2]: lerdeza idiota.
Achar que jamais haverá outra oportunidade com ela e que nunca mais sentirá por ninguém o que sentiu por ela: depressão idiota.
É aí que você volta a ser uma pessoa normal com emoções reprimidas. E depois que esse processo se repete algumas vezes, algumas vezes com variáveis como “beijo idiota”, “noite idiota” ou até mesmo “fim de tarde na praia idiota” (terminando sempre em “decepção idiota”), você finalmente encontra alguém que é tão idiota quanto você. Aí que você volta a ter todas as atitudes e emoções idiotas.
E aí, você já foi idiota hoje?
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