A vida é minha e a gente faz dela o que a gente quiser
Depois de passar praticamente dois dias inteiros pensando sobre o quê escrever, cheguei à conclusão de que falar sobre a incrível pessoa que eu sou e sobre a minha facilidade em fazer o que eu quero seria a melhor saída. Então vamos nessa. Vou começar por algo que realmente chama a atenção em mim: as minhas piadas.
Eu sei que minhas piadas são muito sem graças. Sei que algumas pessoas sentem vergonha por mim devido à tantas baboseiras que eu falo. Sei que às vezes eu até exagero nos trocadilhos, sendo até um pouco chato. Não posso afirmar, mas sei que meu sarcasmo incomoda de vez em quando, mas ninguém até agora reclamou, o que torna esse meu sarcasmo positivamente inconveniente. Mas em geral, meu bom humor chama a atenção.
Meu bom humor chama a atenção por que eu sou uma pessoa feliz. Não tenho muitos motivos para ser infeliz, um cara estressado, que fica pondo o dedo na cara de todo mundo. Não tenho motivos para ser rabugento. Aliás, não tenho motivos, ponto.
De bem com a vida, toco o terror seja aonde for e ai de quem queira empatar a minha felicidade. Se eu quiser entrar numa piscina de noite, eu vou entrar. Se eu pensar em nadar no asfalto, eu vou nadar. Se eu sem querer correr o risco de não voltar pro meu país em pleno início de noite num lugar completamente diferente e desconhecido e que eu não consiga nem me comunicar direito, é um problema meu. Se por um acaso eu quiser comprar briga com um bandinho de galegos metidos e pseudointelectuais metidos a cult, o faço felizão. Se for da minha vontade jogar Uno durante 5 horas seguidas e terminar rindo de Tropa de Elite, me deixa. Se for pra estar em 5 lugares diferentes no mesmo dia, quase ao mesmo tempo, não duvide de mim. Se de repente eu estiver na praia tocando violão num frio de matar e eu quiser continuar ali, dali não saio, dali ninguém me tira. E ora bolas, se eu quiser comemorar o décimo sexto gol do meu time numa goleada histórica, deixa eu ser feliz! E se eu quiser jogar 5 horas seguidas de sinuca, o máximo que vou ter que agüentar depois é o cheiro dos cigarros alheios impregnados na minha roupa. Se for da minha vontade descer o escorrega varado pra cantar uma música no karaoke, isso de algum jeito vai ser inesquecível. E se for pra ficar horas em pé, esperando um show começar, com biscoito na bolsa e na boca, eu to dentro, até porque isso é o que é. Se eu quiser perder a linha numa festa num fundo de garagem, mermão, sai da frente! Não paro nem se o alarme tocar! Se for pra cantar ALTO E EM BOM TOM no grêmio da minha faculdade, os incomodados que se mudem. E se a boa é partir pra lanchonete da esquina ou pra casa da amiguinha pra ter uma boa noite em pleno sábado pra assistir um bom (ou não) filme, já é, que assim seja. E quer me levar pra plena Quinta da Boa Vista pra ver nêgo passando a mão no chão e depois na cara, beleza. Ah, sim! Ajudar a preparar uma festa surpresa? Com molde pra encher bola e tudo. E me deixa chegar atrasado nos lugares, não tem problema. Mas não se esqueçam de tirar foto minha dormindo na aula. E me deixa ser feliz e assistir filmes que me lembrem a minha infância, isso não vai matar a ninguém. E me lembre de nunca sentar perto de crianças numa sessão de filme infantil, ainda mais quando elas estiverem com uma câmera fotográfica nas mãos. E ó, brincar de pique-bandeira no pátio do colégio ta valendo. Tá valendo também ficar 25 horas dentro de um ônibus, quase passando frio e quase passando fome. Vale deitar no meio da rua. Vale esperar o enviado chegar, se emocionar com ele e estar com ele ao lado. Valeu cantar “Papo de Jacaré” na madrugada, vale comentar sobre os clipes bregas e engraçados que estão passando às 3 da matina. Vale até cantar músicas natalinas sem segundas intenções – e depois ver que as coisas passaram da quadragésima intenção. Vale discutir se a luz faz ou não uma curva. Vale discutir e discutir e discutir sobre os Assassinos e sobre a sociedade em geral. Vale improvisar uma cuba libre espertíssima e depois caber debaixo do queixo de todo mundo. Vale passar horas no telefone discutindo sobre idéias que definitivamente não vão mudar. Vale dar esporro – e esporro eu darei.
Vale tudo. Vale o que for (sem pensamentos jocosos). Se eu quiser fazer qualquer uma dessas coisas que podem parecer absurdas, eu vou fazer. E vou fazer AMARRADAÇO! Vou fazer porque eu tenho algumas várias identidades. E eu não seria nenhuma dessas identidades se não fosse um bando de pessoas estranhas, divertidas e incrivelmente únicas que são esses meus amigos. Amigos. AMIGOS, porque em CAPS LOCK tem MAIS EMOÇÃO.
Ai, quase chorei. E seu eu quiser chorar, sai da frente, ou debaixo, ou do lado que é onde tu sempre está. Mais lindo do que muita coisa que eu já vi por aí. Que assim seja. S2
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