domingo, 27 de fevereiro de 2011

É que nem suco de caju (Prisma)

Você é uma pessoa normal com emoções reprimidas até que conhece alguém que te desperta um grande interesse. É nesse momento que você deixa de ser uma pessoal normal com emoções reprimidas e passar a ser um idiota com atitudes e emoções... idiotas. E sabe qual é o pior? É que essas atitudes e emoções, por mais idiotas que sejam, são que nem suco de caju: todo mundo gosta.

Ficar vendo as fotos dela faz bem porque você fica com cara de idiota, com sorriso de idiota e pensando coisas igualmente idiotas.
Conversar com ela sobre a influência da crise do capitalismo nos campos de arroz do sudeste da África dá um livro tão bom e agradável quanto Harry Potter: prazer idiota.
Xingar muito no Twitter aquela droga de banda que não fez aquela droga de show perde todo o sentido quando ela aparece dizendo um simples e feliz “olá!”: mudança de humor idiota.
Prestar atenção em cada frase de efeito daquele filme só para impressioná-la é uma opção válida até o momento que você está de frente pra ela e não sabe o que falar: nervosismo idiota.
Encarnar o Bruce Banner, ficar grande, forte, verde e de bermuda roxa e mandar para o quinto dos infernos aquele herege e toda a sua família e animais de estimação por ter insultado à Vossa Pitelência: raivinha idiota.
Ouvir propositalmente as músicas com melodias mais melosas, mais agradáveis, com letras mais bonitinhas e poéticas que você tem na sua audioteca só porque ouvindo essas músicas você lembra dela: gosto musical incrivelmente idiota.
Escrever que quando Deus te desenhou Ele estava namorando na beira do mar do amor: verso estupidamente idiota.
Desenhar cada traço e cada ruga do rosto dela: um dom que se torna idiota.
Achar que ela está com outra pessoa: pessimismo idiota.
Constatar que ela está com outra pessoa [1]: tempo idiota.
Constatar que ela está com outra pessoa [2]: lerdeza idiota.
Achar que jamais haverá outra oportunidade com ela e que nunca mais sentirá por ninguém o que sentiu por ela: depressão idiota.

É aí que você volta a ser uma pessoa normal com emoções reprimidas. E depois que esse processo se repete algumas vezes, algumas vezes com variáveis como “beijo idiota”, “noite idiota” ou até mesmo “fim de tarde na praia idiota” (terminando sempre em “decepção idiota”), você finalmente encontra alguém que é tão idiota quanto você. Aí que você volta a ter todas as atitudes e emoções idiotas.

E aí, você já foi idiota hoje?

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Príncipe? Que nada!

Se eu fosse tentar descrever um desapontamento, minha situação nesse momento seria a perfeita descrição.
Enquanto lágrimas escorrem pela minha face eu tento entender peloo menos uma parte dos meus pensamentos, porque por mais esperado que seja alguma coisa, quando acontece de verdade você é supreendido de tamanha maneira que nenhuma palavra consegue te consolar. E o mais incrível é que exatamente quando essas coisas acontecem as pessoas somem e você perde um abraço amigo. 
Sou assim, sou careta, gosto das mesmas coisas, confio fácil nas pessoas e não espero que elas me desapontem e do nada recebo uma faca enorme pelas costas, não gosto de sentir as coisas assim, tão intensamente, que se me machuco é como cair de um penhasco.

Sim, sou careta sim, sou careta ao ponto de procurar o príncipe encantado, de realmente achar que um dia ele vai chegar, ou de acreditar que essa pessoa pode ser a certa. Meu príncipe não precisa vir num cavalo branco, com os cabelos esvoaçantes e parecendo um Deus Grego, só quero que o MEU príncipe olhe nos meus olhos, diga que me ama e me passe a certeza e a confiança que existe ali. Não busco mais a perfeição, porque eu sinceramente acho que naão a encontrarei, só não quero passar pela incerteza, pela desconfiança, pelos sonhos perdidos e pela sensação de não ter cumprido seu dever.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sabe aqueles dias que tu acorda de ressaca?

É, esses dias, mesmo. Esses dias em que você não se arrepende de nenhuma das coisas feitas no dia anterior; em que cada passo em falso valeu a dor; em que cada dor traz uma lembrança; em que cada lembrança traz um sorriso; em que por trás de cada sorriso haja uma piada; e que cada piada seja eternamente engraçada; e que toda a graça venha daquela pessoa; e que essa pessoa seja especialmente admirável; e que essa admiração se transforme numa bebida avassaladora chamada paixão; e que essa paixão seja recíproca; e que essa reciprocidade faça com que a paixão venha da admiração; e que a admiração seja de você; e que você consiga ter graça; e que essa graça vire piada; e que cada piada a dê um sorriso; e que cada sorriso lhe dê uma lembrança; e que cada lembrança possa ser uma dor; e que cada dor seja por causa de um passo em falso; e que cada passo em falso esteja infinitamente livre de qualquer arrependimento. E depois de terem pensado isso tudo, como uma mágica do magnetismo, vocês pensam exatamente a mesma coisa: “ontem eu me embebedei de felicidade!”.

Sabe aqueles dias que tu acorda de ressaca? Pois é, esse dia pode ser amanhã. Só depende de você.



[Perdão pelo título sensacionalista.]

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Botões

O difícil de tentar descrever o que se sente é que muitas das vezes não se sabe exatamente o que se passa.
Ando tão a flor da pele que meu humor está em constante mudança e varia sem aviso prévio ou mesmo explicação para tal. Aquilo quedeveria ter uma resolução simples, torna-se impossível. As ideias e pensamentos que deveriam transbordar de muitas que são, transformam-se num imenso espaço vazio, onde qualquer agulha que caisse no chão faria um eco absurdo.Tem horas em que tudo se transforma na maior monotinia, por mais divertido que seja/esteja. E é ainda pior, quando em uma situação trágica meus sentimentos resolver viver em pleno ecstasy. 
Acho que quem controla minhas sensações cansou de apertar os mesmos botões e resolveu limpar e testar aqueles que estavam empoeirados. Mas, poxa, podia tentar escolher momentos em que pelo menos as coisas fizessem mais sentido, né, cabecinha?!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Infinitessência

"Que não seja imortal,
posto que é chama,
mas que seja infinito
enquanto dure...”

Tem gente que toma esses quatro versos de Vinícius de Moraes pra si como se fosse uma lei inabalável e indestrutível para a vida, tal como as Leis de Newton são para a Física. Tudo bem que boa parte dos seres que habitam este planeta nem conhece e nem pensa ouvir falar em Vinícius de Moraes, mas se conhecessem esses versos, com certeza concordariam instantaneamente. E quem não concordasse, entenderia, pois não concorda porque amou e se ferrou. Ou então são pessoas frias e calculistas, que não têm coração. Ou são aqueles que procuram uma explicação científica para tudo o que nos cerca, inclusive sentimentos. Mas o que são alguns cientistas malucos com cabelo pra cima no meio de 6 bilhões de pessoas? Ou melhor: o que são alguns cientistas de cabelo pra cima no próprio meio em que vivem? Porque puxa vida!, se eles estão ali é porque eles escolheram isso. E não é qualquer pessoa que destina a sua vida para estudar fenômenos surpreendentemente complexos à toa. Pra chegar ao ponto de cientista, você passa pelo ponto de “sentimento pela ciência”. E é um sentimento inexplicável. Afinal, quem desistiria de Nutrição pra se dedicar à Física?

A verdade é que a gente acaba abrindo mão de muitas coisas que nos são prazerosas para realizar nossos sonhos. Os cientistas abrem mão de vida social pra se dedicar às razões e explicações da vida real. Advogados muitas vezes abrem mão da moral e da ética para fazer um “bom trabalho”. Jogadores de futebol abrem mão de 25% das aulas (geralmente muito mais do que isso) para fazerem a torcida ficar feliz (esse exemplo não é muito feliz, mas eu estou abrindo mão do texto perfeito pra dar ênfase nesse fato que sempre me faz rir). O próprio Vinícius de Moraes abriu mão do casamento no mínimo 8 vezes para enfim encontrar a tão sonhada felicidade eterna! E sabe qual é o pior? Numa hora ou noutra, no começo, meio ou no fim, eles são felizes. Agir com maturidade e abrir mão de determinados nós da linha da vida nos levam ao pote de ouro com mais rapidez e mais facilidade.

Você, caro leitor (ou cara leitora), sabia que dizem que a Lua é parte da Terra que se desprendeu da sua casa quando um meteoro absurdo atingiu o oceano? É, pois é! Mas sendo isso lenda ou fato, a Lua tá lá no céu, branca/amarela/laranja, reinando como rainha do céu, hora em meio do azul do céu, hora em meio de súditas estrelas que todos os astrofísicos, geofísicos e outrosfísicos estudam prazerosamente. Ela está lá em cima, chamando bastante a atenção de todos que a fitam. Está lá em cima sempre servindo de plano de fundo pro amor de diversos casais ficam, que vêm e que vão, sempre assistindo às mais belas e profundas cenas. E pra ela se emocionar desse jeito, ela abriu mão daquilo que lhe deu existência para enfim ter essência.

Então, senhoras e senhores, há horas que temos dores, há bolas de festa e há horrores, há rimas estúpidas que achamos até desnecessárias. Mas se você parar pra perceber, essas rimas, mesmo que muito estranhas, indesejáveis e feias, fazem sentido em algum ponto da nossa vida. E só percebemos isso quando estamos felizes e olhamos pra trás, para todas a pedras que tivemos que pisar, para todos os momentos de crise em que acabamos chorando pela falta dos melhores beijos que alguém poderia nos dar, todas as luas que tivemos que perder. É aí que damos valor à tudo que conquistamos. E você pode ter certeza que quando chegamos nessa etapa em que damos esses últimos passos é quando tudo finalmente deixa de estar escuro e passa a ser azul bebê; deixa de ser sonho passageiro e passa a ser infinito enquanto dura.